
Guia de Borrachudos: identificação, hábitos e prevenção
Este guia foi desenvolvido pela Razix para ajudar nossos clientes a conhecer melhor os borrachudos, entender as condições que favorecem seu aparecimento e adotar medidas preventivas após a realização do serviço profissional de controle.
Os borrachudos são pequenos insetos encontrados principalmente em áreas externas, especialmente em locais próximos a rios, córregos, vegetação e água corrente. Quando presentes em grande quantidade, podem causar picadas incômodas e dificultar a utilização de jardins, quintais, áreas de lazer e espaços próximos à natureza.
Nas próximas seções, você encontrará informações para reconhecer a presença desses insetos, compreender seus hábitos e acompanhar os pontos do ambiente que exigem maior atenção. Esse conhecimento facilita a manutenção do imóvel e ajuda a identificar rapidamente quando a atividade dos borrachudos volta a aumentar.
Informação para ajudar na prevenção
Conhecer as características dessa praga é importante para identificar novos sinais de atividade e manter os cuidados recomendados após o serviço. A limpeza das áreas externas, a manutenção da vegetação e o acompanhamento dos locais de maior incidência ajudam a preservar os resultados obtidos.
As orientações deste guia possuem caráter informativo e não substituem uma inspeção técnica. Cada imóvel apresenta características próprias, e a estratégia adequada depende da espécie encontrada, das condições ambientais e da origem dos focos.
Controle de Borrachudos
Os simulídeos são conhecidos popularmente por diversos nomes, variando conforme a região:
- Borrachudo (nome mais comum)
- Pium
- Pião
- Mosquito-pólvora
- Mosquito-preto
- Mosquito-do-rio
- Mosquito-de-corredeira
- Mosquito-da-cachoeira
Simulídeos (Borrachudos)
Família: Simuliidae
Ordem: Diptera
1. Origem e Distribuição Geográfica
Os simulídeos são insetos nativos de diversas regiões do mundo, com ampla distribuição em áreas tropicais, subtropicais e temperadas. No Brasil, estão amplamente distribuídos, com maior ocorrência em regiões com rios, córregos e cursos d’água bem oxigenados, sendo comuns em áreas rurais, serranas e próximas a matas.
2. Habitat
Ambientes de desenvolvimento
- Córregos, riachos e rios de água corrente
- Ambientes com alta oxigenação
- Locais com substratos naturais:
- Pedras
- Galhos
- Folhas
- Vegetação aquática
- Ambientes de atividade dos adultos
- Áreas rurais
- Comunidades ribeirinhas
- Regiões próximas a matas e cachoeiras
- Áreas periurbanas próximas a cursos d’água ➡️ Diferente de outros mosquitos, não se desenvolvem em água parada.
- Vigilância entomológica contínua
- Capacitação técnica das equipes
- Uso prioritário de métodos biológicos
3. Ciclo de Vida
O ciclo de vida dos simulídeos é holometábolo (metamorfose completa):

3.1 Ovo
Depositados em substratos submersosPróximos ou dentro da água correnteEclosão ocorre em poucos dias, dependendo da temperatura3.2 Larva
Fase aquáticaFixam-se aos substratos por estruturas chamadas ventosasAlimentam-se por filtração (matéria orgânica e microrganismos)Duração média: 1 a 3 semanas3.3 Pupa
Também aquática e fixada ao substratoDuração curta: 2 a 5 dias3.4 Adulto
Emergência ocorre na superfície da águaAdultos vivem de 7 a 21 diasFêmeas são hematófagasMachos alimentam-se de néctar e seiva vegetal4. Biologia e Comportamento
Atividade diurna, com maior incidência:Início da manhãFinal da tardeVoo curto, porém intenso e agressivoPicada dolorosa, com injeção de saliva anticoagulanteGrande capacidade de ataque em enxamesAlta fidelidade aos locais de reprodução5. Doenças e Agravos Associados
5.1 Em Humanos
Dermatites alérgicasReações inflamatórias intensasInfecções secundárias por coceiraTransmissão da Oncocercose (Onchocerca volvulus) (Doença mais comum na África; no Brasil há registros históricos e monitoramento em áreas específicas)5.2 Em Animais
Estresse intenso em rebanhosRedução da produtividade (leite e carne)Anemia e mortalidade em casos de infestações severas6. Controle de Simulídeos
O controle deve ser integrado, contínuo e ambientalmente seguro.6.1 Controle Ambiental
Monitoramento de cursos d’águaRemoção seletiva de vegetação excessiva nas margensManejo de resíduos orgânicosPreservação do equilíbrio ambiental (evitar impactos ecológicos)6.2 Controle Biológico
✔ Principal método recomendadoUso de larvicidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis israelensis (Bti)Atua especificamente nas larvasSeguro para:HumanosAnimaisPeixesAplicação direta na água corrente, conforme vazão e volume6.3 Controle Químico
⚠️ Uso restrito e criteriosoAplicado apenas em situações emergenciaisSeguir rigorosamente:Legislação ambientalNormas da AnvisaLicenciamento ambientalEvitar impactos em organismos não-alvo6.4 Proteção Individual
Uso de:Roupas de manga longaCalçasMeiasAplicação de repelentes em áreas expostasTelas e barreiras físicas em residências rurais7. Considerações Técnicas Finais
O controle de borrachudos exige ações intermunicipais, pois os criadouros não respeitam limites administrativos.Programas eficazes envolvem:
A educação ambiental da população é fundamental para o sucesso do controle.
