
Controle de Borrachudos
Os simulídeos são conhecidos popularmente por diversos nomes, variando conforme a região:
- Borrachudo (nome mais comum)
- Pium
- Pião
- Mosquito-pólvora
- Mosquito-preto
- Mosquito-do-rio
- Mosquito-de-corredeira
- Mosquito-da-cachoeira
Simulídeos (Borrachudos)
Família: Simuliidae
Ordem: Diptera
1. Origem e Distribuição Geográfica
Os simulídeos são insetos nativos de diversas regiões do mundo, com ampla distribuição em áreas tropicais, subtropicais e temperadas. No Brasil, estão amplamente distribuídos, com maior ocorrência em regiões com rios, córregos e cursos d’água bem oxigenados, sendo comuns em áreas rurais, serranas e próximas a matas.
2. Habitat
Ambientes de desenvolvimento
- Córregos, riachos e rios de água corrente
- Ambientes com alta oxigenação
- Locais com substratos naturais:
- Pedras
- Galhos
- Folhas
- Vegetação aquática
- Ambientes de atividade dos adultos
- Áreas rurais
- Comunidades ribeirinhas
- Regiões próximas a matas e cachoeiras
- Áreas periurbanas próximas a cursos d’água ➡️ Diferente de outros mosquitos, não se desenvolvem em água parada.
3. Ciclo de Vida
O ciclo de vida dos simulídeos é holometábolo (metamorfose completa):
3.1 Ovo
Depositados em substratos submersos Próximos ou dentro da água corrente Eclosão ocorre em poucos dias, dependendo da temperatura3.2 Larva
Fase aquática Fixam-se aos substratos por estruturas chamadas ventosas Alimentam-se por filtração (matéria orgânica e microrganismos) Duração média: 1 a 3 semanas3.3 Pupa
Também aquática e fixada ao substrato Duração curta: 2 a 5 dias3.4 Adulto
Emergência ocorre na superfície da água Adultos vivem de 7 a 21 dias Fêmeas são hematófagas Machos alimentam-se de néctar e seiva vegetal4. Biologia e Comportamento
Atividade diurna, com maior incidência: Início da manhã Final da tarde Voo curto, porém intenso e agressivo Picada dolorosa, com injeção de saliva anticoagulante Grande capacidade de ataque em enxames Alta fidelidade aos locais de reprodução5. Doenças e Agravos Associados
5.1 Em Humanos
Dermatites alérgicas Reações inflamatórias intensas Infecções secundárias por coceira Transmissão da Oncocercose (Onchocerca volvulus) (Doença mais comum na África; no Brasil há registros históricos e monitoramento em áreas específicas)5.2 Em Animais
Estresse intenso em rebanhos Redução da produtividade (leite e carne) Anemia e mortalidade em casos de infestações severas6. Controle de Simulídeos
O controle deve ser integrado, contínuo e ambientalmente seguro.6.1 Controle Ambiental
Monitoramento de cursos d’água Remoção seletiva de vegetação excessiva nas margens Manejo de resíduos orgânicos Preservação do equilíbrio ambiental (evitar impactos ecológicos)6.2 Controle Biológico
✔ Principal método recomendado Uso de larvicidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis israelensis (Bti) Atua especificamente nas larvas Seguro para: Humanos Animais Peixes Aplicação direta na água corrente, conforme vazão e volume6.3 Controle Químico
⚠️ Uso restrito e criterioso Aplicado apenas em situações emergenciais Seguir rigorosamente: Legislação ambiental Normas da Anvisa Licenciamento ambiental Evitar impactos em organismos não-alvo6.4 Proteção Individual
Uso de: Roupas de manga longa Calças Meias Aplicação de repelentes em áreas expostas Telas e barreiras físicas em residências rurais7. Considerações Técnicas Finais
O controle de borrachudos exige ações intermunicipais, pois os criadouros não respeitam limites administrativos. Programas eficazes envolvem: Vigilância entomológica contínua Capacitação técnica das equipes Uso prioritário de métodos biológicos A educação ambiental da população é fundamental para o sucesso do controle.Ligue agora ou passe um whatsapp para a Razix Controle de Vetores, solicitando o seu orçamento, com nossos técnicos, Biólogos e Químicos estamos aguardando o seu contato 21-99500-0521.
